quinta-feira, 24 de março de 2011

Uma vez petróleo, petróleo até acabar...

Parafraseando o hino do arqui-rival do meu flusão, que ontem com uma virada histórica (3X2) sobre o América do México na taça libertadores da América, mostrou porque é conhecido como time de guerreiros.
Alegrias futebolísticas à parte, sem nenhuma dúvida o petróleo ganhou mais força após o acidente nuclear em Fukushima, ainda de proporções não mensuráveis. Todos os programas nucleares em curso serão revistos, e com isso ganham destaque o carvão e o gás natural na matriz energética mundial. Os altos preços do ouro negro incentivarão a busca por biocombustíveis e facilitarão em muito a exploração do pré-sal.

No Brasil, aumentaremos a ênfase nas hidrelétricas e nas termelétricas e ganhará mais corpo o programa de etanol e biodiesel.

Aliado a isso temos uma grande instabilidade nas ditaduras do norte da África e no Oriente Médio, principalmente pelo aumento dos alimentos que gera uma pressão por mudanças nesses países, que são grandes produtores de petróleo, sendo esse mais um vetor para o aumento desta commoditie.

Parece claro que o preço do petróleo alcançou um outro patamar, cujo preço médio será acima dos US$ 100,00 por barril, nesse contexto as exploradoras de petróleo sairão beneficiadas em um primeiro momento e logo depois toda a cadeia de fornecedores também surfará essa onda.


Para aqueles que ainda não sabem, gostaria de ressaltar o potencial de INEPAR também no campo da geração de energia limpa, a saber:

15/02/2011 - 19h51
Inepar e Andritz fornecerão R$ 1 bilhão em equipamentos a Belo Monte
Fonte: UOL economia
SÃO PAULO - A Inepar informou hoje que sua joint venture com a austríaca Andritz - a Andritz Hydro Inepar - fornecerá R$ 1,022 bilhão em equipamentos à usina hidrelétrica de Belo Monte.A empresa vai fornecer, entre outros equipamentos, turbinas e geradores para a usina, dentro do consórcio que ganhou um contrato de R$ 3,6 bilhões da Norte Energia, responsável pela construção do empreendimento, no rio Xingu, no Pará.O grupo também é formado pela alemã Voith e a francesa Alstom, que lidera o consórcio e fornecerá R$ 1,1 bilhão em equipamentos - em valores livres de impostos.Juntas, as empresas vão fornecer 14 conjuntos de turbinas-geradoras, com capacidade de 611 megawatts cada. Só a Alstom será responsável por metade das turbinas.

Portanto caros amigos, não há em bolsa empresa que possa capturar melhor o desenvolvimento em infraestrutura e no pré-sal que INEPAR.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O dragão voltou...

A inflação vem aumentando no mundo rapidamente, graças principalmente às commodities que já estão com preços pré-crise, lembrando que recentemente o barril de petróleo ultrapassou a barreira de US$ 100,00. Neste contexto estamos entrando no ciclo de aumento das taxas de juros no mundo, onde os emergentes já começaram este processo e em breve, EUA e Europa terão que aumentar as suas taxas para segurar o dragão.

Esse rearranjo da liquidez mundial é o grande ponto de interrogação da economia nos próximos anos, podendo gerar resultados imprevisíveis.

Ainda que o preço das commodities venham a ser afetado pelo aumento da taxa de juros nos EUA, acredito que não há grandes espaços para queda destes preços, tendo em vista as altas taxas de expansão das economias emergentes.

Neste cenário mantenho como principal indicação a INEPAR, e provavelmente será assim por muito tempo graças ao pré-sal, essa história está mal começando tendo um potencial de multiplicar seu valor várias vezes.

Sendo também o caso de FHER3, uma small cap do setor de fertilizantes que vem ganhando fatias de mercado trimestre após trimestre; da JBSS3, um gigante do setor de carnes que vem digerindo suas mais recentes aquisições e que ainda vai dar muitas alegrias; e da PDGR3 uma das maiores empresas de contrução civil que se mostrou a melhor consolidadora do setor.

Neste mês excluo GPIV11 por não ter alcançado aquilo que eu esperava, ficando assim a nova distribuição da carteira:

INEP3 -45%
INEP4 -40%
FHER3 –5%
JBSS3 – 5%
PDGR3–5%


Gostaria de citar o pensamento de Bruce Greenwald, professor de Value Investing na Columbia Business School, onde Warren Buffet formou a base de seu conhecimento, a concentração é importante para a geração de riqueza, e a diversificação é importante para a manutenção da riqueza adquirida.