segunda-feira, 25 de agosto de 2008

A frase "Brasil, celeiro do mundo" foi utilizada pela primeira vez como slogan nacional na ditadura Vargas (1937 a 1945), e ressurge com a afirmação do jornal americano The New York Times de que o Brasil será o maior fornecedor global de alimentos e biocombustíveis.
Apesar de parecer um tanto ufanista, devo dizer que acredito no potencial brasileiro de se consolidar como o maior exportador de alimentos do mundo, e neste prisma, acredito que o fertilizante é a base da nutrição da planta, favorecendo sua produtividade.
A Fertilizantes Heringer S.A. atua há 40 anos na distribuição e comercialização de fertilizantes no Brasil, sendo detentora de 13% desse mercado, tendo produzido e comercializado mais de 3 milhões de toneladas de fertilizantes em 2007.
Principais fatores a serem observados:

Tem um dos menores preço/lucro (5) da bolsa de valores, pressupondo um grande espaço de subida para o papel, tendo em vista que o P/L do Bovespa oscila na casa de 12;
Teve sua IPO (venda de ações em bolsa) finalizada em 17/05/2007, ao preço de R$ 17,00, tendo como coordenador o UBS Pactual, que também é o formador de mercado(responsável pela liquidez) deste papel;
Terminou o 2º semestre com 253 milhões de reais em caixa;
Inaugurou uma unidade de mistura em Iguatama(MG), em agosto, com capacidade de 150.000 toneladas/ano, no 4º trimestre deste ano iniciarão as operações na nova misturadora com capacidade de 150.000 ton/ano, localizada em Catalão, GO. E ainda, deve começar no 4º trimestre a produção de super fosfato simples (SSP), que suprirá 30% das necessidades da Cia, localizada em Paranaguá, SC;
É importante ressaltar que 60% da matéria-prima é importada, portanto, qualquer desvalorização do nosso câmbio impactará negativamente na empresa;
Seus resultados tem sido fantásticos, neste semestre findo em 30/06, apresentou lucro líquido de 97 milhões de reais, 116% maior que o 1º semestre de 2007, o EBITDA aumentou 140% no mesmo período.


É inegável a vocação de nosso país para o agronegócio, e com tranqüilidade temos na Fertilizantes Heringer (FHER3) uma empresa capaz de sufar esta onda.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

MICOS versus AÇÃO DA VIDA

Micos, por definição são papéis de empresas com baixa liquidez e que se movimentam com grandes oscilações, para cima ou para baixo, ou seja, quando sobem, sobem muito e quando descem, também o fazem com muita intensidade. E principalmente, que não demonstram fundamentos técnicos que amparem tais oscilações.
Os micos alimentam o imaginário do investidor, porque suas grandes variações trazem em si, o sonho do enriquecimento rápido.
Ação da vida por sua vez, nada mais é que uma empresa pouco conhecida, preço baixíssimo, mas que apresenta fundamentos sólidos, e simplesmente não foi notada, ainda, pelo mercado.
Tenho motivos que me levam a crer que o Grupo Peixoto de Castro participações,a GPCP3 (já comentei um pouco sobre ela no artigo de 19/07/2008, intitulado “corrida do ouro”http://juliocavalcanti.blogspot.com/2008/07/corrida-do-ouro.html) é a ação da vida, pela razões que passo a expor:

Apresentou no ano lucro líquido de 29,9 milhões de reais, tendo neste 2º trimestre de 2008 alcançado um lucro 1200% maior que o obtido no 2º trimestre de 2007, cabendo aqui ressaltar que em 2007 o prejuízo foi de cerca de 21 milhões de reais, talvez seja a maior reviravolta operacional do mercado acionário;
O EBITDA (Lucro Operacional Líquido antes dos impostos e somam-se os juros, a depreciação e a amortização) acumulado no ano já chega a 81,7 milhões, ou 11 milhões de reais superior a todo o ano de 2007;
A empresa de tubos e equipamentos Apolo (controlada pela holding) especializou-se no segmento de petróleo e gás, tendo capacidade de produção de 200.000 toneladas/ano, só para melhor visualização, essa capacidade representa 40% da maior empresa do setor no Brasil, a CONFAB;
A GPC Química s.a aumentou sua capacidade de produção de metanol para 220.000 toneladas ano, sendo a maior planta de metanol neste país e ainda possui cerca de 70% do mercado de verniz, muito utilizado na construção civil e mais de 50% do mercado de resinas termofixas, para a indústria de painéis de madeira reconstituída (madeira aglomerado-compensada e MDF), através da sua marca SYNTEKO.

Contra ela, pesa o fato de não ter um bom relacionamento com os acionistas minoritários, também não é possível fazer projeções precisas sobre o seu resultado, tendo em vista a pouca quantidade de informações sobre a holding.

Neste momento de crise global que passamos, ter uma ação de baixa liquidez, pode ser positivo, pelo fato de passar incólume pela debandada dos investidores estrangeiros, que certamente não possuem posição nela.