terça-feira, 19 de abril de 2011

Se correr o bicho pega e se ficar ...

Curto e grosso:

A China está tomando medidas para reduzir seu ritmo de crescimento, tendo neste mês aumentado mais uma vez a taxa de depósito compulsório;
Os EUA tiveram seu rating colocado em perspectiva negativa, sinalizando que poderá ter seu AAA rebaixado;
Na Europa continua e continuará por muito tempo o fantasma das dívidas públicas;
O Japão tenta se reerguer, mas Fukushima será manchete de jornal por muitos meses;
O Kadafi não quer largar o osso, mantendo os preços do petróleo nas alturas;
Os grandes produtores de petróleo como Arábia Saudita e Irã, que concederam benesses a sua população, terão que manter o preço do Petróleo em alta para fechar a conta das bondades dadas a troco de se manter a estabilidade política; e
No Brasil, seguimos recebendo a conta da gastança promovida pelo LULA na forma de avanço da inflação, que já vai comprometendo o crescimento do PIB de 2011 e 2012.

As ingerências na política de preços da Petrobras e na gestão da Vale que ainda segue ameaçada pelo aumento dos royalties da mineração, as restrições ao crédito e aumento na taxa de juros que prejudicam as varejistas, os bancos e as construtoras, o dólar barato que facilita as importações de aço que prejudicam nossas siderúrgicas. Enfim, poucos são os setores com perspectivas, nesse cenário está mantida a carteira do blog.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Uma vez petróleo, petróleo até acabar...

Parafraseando o hino do arqui-rival do meu flusão, que ontem com uma virada histórica (3X2) sobre o América do México na taça libertadores da América, mostrou porque é conhecido como time de guerreiros.
Alegrias futebolísticas à parte, sem nenhuma dúvida o petróleo ganhou mais força após o acidente nuclear em Fukushima, ainda de proporções não mensuráveis. Todos os programas nucleares em curso serão revistos, e com isso ganham destaque o carvão e o gás natural na matriz energética mundial. Os altos preços do ouro negro incentivarão a busca por biocombustíveis e facilitarão em muito a exploração do pré-sal.

No Brasil, aumentaremos a ênfase nas hidrelétricas e nas termelétricas e ganhará mais corpo o programa de etanol e biodiesel.

Aliado a isso temos uma grande instabilidade nas ditaduras do norte da África e no Oriente Médio, principalmente pelo aumento dos alimentos que gera uma pressão por mudanças nesses países, que são grandes produtores de petróleo, sendo esse mais um vetor para o aumento desta commoditie.

Parece claro que o preço do petróleo alcançou um outro patamar, cujo preço médio será acima dos US$ 100,00 por barril, nesse contexto as exploradoras de petróleo sairão beneficiadas em um primeiro momento e logo depois toda a cadeia de fornecedores também surfará essa onda.


Para aqueles que ainda não sabem, gostaria de ressaltar o potencial de INEPAR também no campo da geração de energia limpa, a saber:

15/02/2011 - 19h51
Inepar e Andritz fornecerão R$ 1 bilhão em equipamentos a Belo Monte
Fonte: UOL economia
SÃO PAULO - A Inepar informou hoje que sua joint venture com a austríaca Andritz - a Andritz Hydro Inepar - fornecerá R$ 1,022 bilhão em equipamentos à usina hidrelétrica de Belo Monte.A empresa vai fornecer, entre outros equipamentos, turbinas e geradores para a usina, dentro do consórcio que ganhou um contrato de R$ 3,6 bilhões da Norte Energia, responsável pela construção do empreendimento, no rio Xingu, no Pará.O grupo também é formado pela alemã Voith e a francesa Alstom, que lidera o consórcio e fornecerá R$ 1,1 bilhão em equipamentos - em valores livres de impostos.Juntas, as empresas vão fornecer 14 conjuntos de turbinas-geradoras, com capacidade de 611 megawatts cada. Só a Alstom será responsável por metade das turbinas.

Portanto caros amigos, não há em bolsa empresa que possa capturar melhor o desenvolvimento em infraestrutura e no pré-sal que INEPAR.