sexta-feira, 14 de maio de 2010

Êta ano difícil sô...

Conforme já havia previsto em dezembro de 2009 ,http://juliocavalcanti.blogspot.com/2009/12/2010-o-ano-das-incertezas.html,
2010 é um ano de definições, ainda não está descartado o duplo mergulho (nova recessão), a Europa assusta cada vez mais, os EUA não estão totalmente recuperados, mas pelo menos o Brasil está bem, apesar do Lula.
Quero comentar um pouco sobre o balanço da GPCP3 que acaba de sair, não foi o que eu esperava, mas também não posso negar que houve um avanço expressivo nos números da empresa, senão vejamos:
  • a empresa teve um prejuízo de 665 mil reais ante um prejuízo de 7,1 milhões de reais um ano antes, sendo 968% menor que um ano antes, e só não foi melhor porque as receitas financeiras foram impactadas pela queda do dólar de 2,32 para 1,80, no montante de 4,6 milhões de reais a menos;
  • O EBTDA por sua vez foi de 20,8 milhões de reais, tendo crescido 10,6%, mesmo com a receita líquida sendo 45,3% menor;
  • a dívida foi reduzida em 6%, totalizando agora 298,5 milhões de reais.

Pontos a serem destacados, a empresa vale hj em bolsa 97 ,1 milhõe de reais, valor esse menor que a receita líquida de 138,2 milhões de reais obtida neste trimestre, e também praticamente igual a um ano de EBTDA da cia.

Para efeitos de comparação a PRONOR, outra empresa pequena do setor listada em bolsa, vale 128,2 milhões no mercado, e tem uma receita líquida trimestral de 53,6 milhões e ainda teve um prejuízo neste trimestre de 3,3 milhões.

Enfim, continuo a acreditar em GPCP3, ressaltando apenas que não há nada no curto prazo que possa influenciar o valor da empresa, acredito que compras a R$ 0,90 sejam campeãs no médio e longo prazos, e uma cotação acima de R$2,00 não me surpreenderia até o fim do ano.

Carteira mantida neste mês.

Não recomendo entradas na bolsa visando o curto prazo, o mar não está para sardinhas...

Um comentário:

Anônimo disse...

Fala, Julio...
o ano está realmente difícil. E alguns setores passam por momentos "estranhos".
A Indústrai Farmacêutica simplesmente parou de contratar. Algumas vagas que surgiram no início do ano foram congeladas.
Mesmo com perspectiva de crescimento próximo a 10% no mercado brasileiro, as Farmacêuticas optam por esperar a crise passar.
Exceto algumas emrpesas que entraram no mercado brasileiro como Astellas e Leo Pharma, que estão em fase final de contratação e outras que estão chegando como a japonsesa Takeda e a Sul-africana Aspen.
Outro furacão que promete sacudir o mercado farmacêutico é a perda de patente dos medicamentos Liptor e Viagra.
São esperados perto de U$ 150 milhões em vendas de genéricos noi Brasil, tornando o mercado ainda mais competitivo para empresas de pesquisas. A Pfizer, dona do Viagra e do Liptor já anunciou cortes profundos e fechamento de 8 fábricas pelo mundo...
Abraços,
Fabio Medici