segunda-feira, 18 de agosto de 2008

MICOS versus AÇÃO DA VIDA

Micos, por definição são papéis de empresas com baixa liquidez e que se movimentam com grandes oscilações, para cima ou para baixo, ou seja, quando sobem, sobem muito e quando descem, também o fazem com muita intensidade. E principalmente, que não demonstram fundamentos técnicos que amparem tais oscilações.
Os micos alimentam o imaginário do investidor, porque suas grandes variações trazem em si, o sonho do enriquecimento rápido.
Ação da vida por sua vez, nada mais é que uma empresa pouco conhecida, preço baixíssimo, mas que apresenta fundamentos sólidos, e simplesmente não foi notada, ainda, pelo mercado.
Tenho motivos que me levam a crer que o Grupo Peixoto de Castro participações,a GPCP3 (já comentei um pouco sobre ela no artigo de 19/07/2008, intitulado “corrida do ouro”http://juliocavalcanti.blogspot.com/2008/07/corrida-do-ouro.html) é a ação da vida, pela razões que passo a expor:

Apresentou no ano lucro líquido de 29,9 milhões de reais, tendo neste 2º trimestre de 2008 alcançado um lucro 1200% maior que o obtido no 2º trimestre de 2007, cabendo aqui ressaltar que em 2007 o prejuízo foi de cerca de 21 milhões de reais, talvez seja a maior reviravolta operacional do mercado acionário;
O EBITDA (Lucro Operacional Líquido antes dos impostos e somam-se os juros, a depreciação e a amortização) acumulado no ano já chega a 81,7 milhões, ou 11 milhões de reais superior a todo o ano de 2007;
A empresa de tubos e equipamentos Apolo (controlada pela holding) especializou-se no segmento de petróleo e gás, tendo capacidade de produção de 200.000 toneladas/ano, só para melhor visualização, essa capacidade representa 40% da maior empresa do setor no Brasil, a CONFAB;
A GPC Química s.a aumentou sua capacidade de produção de metanol para 220.000 toneladas ano, sendo a maior planta de metanol neste país e ainda possui cerca de 70% do mercado de verniz, muito utilizado na construção civil e mais de 50% do mercado de resinas termofixas, para a indústria de painéis de madeira reconstituída (madeira aglomerado-compensada e MDF), através da sua marca SYNTEKO.

Contra ela, pesa o fato de não ter um bom relacionamento com os acionistas minoritários, também não é possível fazer projeções precisas sobre o seu resultado, tendo em vista a pouca quantidade de informações sobre a holding.

Neste momento de crise global que passamos, ter uma ação de baixa liquidez, pode ser positivo, pelo fato de passar incólume pela debandada dos investidores estrangeiros, que certamente não possuem posição nela.

2 comentários:

Anônimo disse...

Júlio

O Grupo tem participação na Petróleo Manguinhos??? Os números dessa são terríveis de ruim.....vai para o chinelo já já.....

Anônimo disse...

Anônimo,
Vc tem razão em relação aos números da Refinaria Manguinhos, mas felizmente ela não faz parte da holding. A holding consiste na GPC Química, Apolo Tubos e a Metanor.

Julio Cavalcanti