quarta-feira, 3 de junho de 2009

Barbas de molho

A crise não acabou, apesar da exuberância apresentada na bolsa, com fluxo estrangeiro chegando a espantosos 11 BILHÕES de reais no ano, sendo 6 BILHÕES de reais somente em maio, levando o mercado a um P/L de 14 vezes, maior que o P/L médio que é de 12 vezes, e bem próximo do P/L de 16,8 vezes de maio do ano passado, onde o mundo era bem diferente de hoje.

Gostaria de destacar alguns pontos importantes a serem considerados neste momento:

  • Ente janeiro e abril deste ano o calote em bônus empresariais alcançou US$ 244 bilhões, representando 73,6% do total do ano passado, mostrando claramente que a solvência mundial está piorando, significando que as empresas terão mais dificuldade para obter crédito e pagarão taxas maiores pelos recursos;
  • Ângela Merkel, primeira-ministra da Alemanha, disse em uma conferência em Berlin que “ o que outros bancos centrais vêm fazendo precisa parar agora. Estou muito cética em relação ao alcance das medidas do Fed e a maneira como o Banco da Inglaterra vem abrindo seu próprio caminho na Europa. Precisamos retornar às políticas monetárias independentes e sensatas, caso contrário voltaremos onde estávamos há dez anos”. Resumindo, cresce o temor com a inflação a longo prazo;
  • Esta declaração da premier alemã vai de encontro à dura advertência que a Standard & Poor’s fez ao governo britânico, dizendo que o país pode perder a nota de crédito AAA.
  • Segundo cálculos da Moody’s, os banco americanos ainda enfrentarão cerca de US$ 640 bilhões de prejuízos até o fim de 2010, levando muitos bancos a ficarem insolventes;
  • A China precisará aumentar o consumo interno para substituir as exportações que movem sua economia, tarefa nada fácil tendo em vista o aumento do desemprego, conseqüentemente, seguirá crescendo menos;
  • O BC da China divulgou relatório onde afirma: “A crise financeira mundial ainda está se propagando e seu impacto sobre a China se aprofunda”;
  • Desemprego alcança 9,2% em abril na União Européia, ante 8,9% em março.
  • Certamente os EUA do pós crise, terão um crescimento médio bem inferior ao visto nos últimos anos, levando-se em conta ser o consumo responsável por 70% do PIB, e que neste momento as famílias americanas estão mais preocupadas em pagar suas dívidas do que consumir.

Por tudo que foi exposto, sigo indicando ações de fora do índice, por achar que o mesmo está muito esticado, e a bola da vez é a INEP4 - INEPAR, empresa de contrução civil pesada, que vem passando por uma reestruturação financeira e que apresenta um grande potencial de valorização. No próximo post trarei uma análise mais apurada desta empresa.


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